Tiago Oliva Schietti revela: consórcio é realmente mais barato que financiamento?

Diego Rodríguez Velázquez
Por Diego Rodríguez Velázquez
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Tiago Oliva Schietti

O consórcio é uma das alternativas mais procuradas por quem quer comprar um imóvel ou um veículo sem se render aos juros tradicionais, superando o financiamento. Entretanto, como frisa o empresário Tiago Oliva Schietti, comparar as duas modalidades exige olhar além da parcela anunciada, considerando prazo, taxas e o tempo de espera pela contemplação. Interessado em entender o porquê? Acompanhe, nos próximos parágrafos.

Qual a diferença entre consórcio e financiamento na prática?

No financiamento, o banco libera o valor total e aplica juros compostos sobre o saldo devedor, o que eleva consideravelmente o custo final ao longo dos anos. No consórcio, os juros não existem: o membro paga apenas uma taxa de administração que é distribuída entre as parcelas.

Essa diferença estrutural é o que torna o consórcio mais barato na maioria dos comparativos, informa Tiago Oliva Schietti. Sem juros compostos, o valor total pago tende a ficar bem próximo do valor original do bem, algo raro no crédito bancário tradicional, principalmente em contratos com prazos mais longos, quando o efeito dos juros se acumula mês após mês.

O peso das taxas no custo total da carta de crédito

A taxa de administração do consórcio também inclui o fundo de reserva e o seguro, e costuma variar entre 15% e 25% do valor da carta de crédito, distribuída ao longo de todo o prazo contratado. Todavia, esse percentual, mesmo somado ao fundo de reserva, ainda costuma ficar abaixo do total de juros pago em um financiamento de longo prazo.

Tiago Oliva Schietti
Tiago Oliva Schietti

A espera pela contemplação compensa financeiramente?

Aqui está o ponto que mais gera dúvida entre consumidores. No consórcio, o participante só recebe o bem após ser sorteado ou dar um lance, o que pode levar meses ou anos. Tendo isso em vista, esse tempo de espera é o principal custo invisível da modalidade, já que o comprador continua pagando aluguel ou usando um veículo antigo enquanto aguarda a contemplação.

Por outro lado, de acordo com Tiago Oliva Schietti, quem consegue planejar a compra com antecedência transforma essa espera em vantagem, pois evita o peso dos juros desde o primeiro mês de contrato. A decisão, portanto, depende diretamente da urgência real de cada comprador e da sua capacidade de aguardar sem prejuízo financeiro imediato.

Fatores que mudam a conta na hora de comparar

Antes de decidir, é preciso colocar na ponta do lápis alguns elementos que alteram o resultado final da comparação entre consórcio e financiamento. Pequenos detalhes contratuais mudam o custo total de forma significativa e nem sempre aparecem em simulações rápidas feitas na hora da compra:

  • Valor da entrada exigida pelo financiamento, que reduz o montante financiado e o total de juros;
  • Possibilidade de usar lances no consórcio para antecipar a contemplação e reduzir a espera;
  • Custo de oportunidade do dinheiro parado, caso o comprador opte por juntar recursos para o lance;
  • Variação da taxa de juros do financiamento conforme o perfil de crédito do comprador.

Segundo o empresário Tiago Oliva Schietti, esses pontos mostram que a resposta não é única e depende do momento financeiro e do perfil de risco de cada pessoa. Desse modo, simular os dois cenários com números reais, e não apenas com a parcela anunciada, é o que evita decisões equivocadas nesse tipo de compra.

A escolha ideal depende do tempo que o comprador pode esperar

Em conclusão, o consórcio tende a sair mais barato quando o comprador não tem pressa e consegue conviver com a incerteza da contemplação. Já o financiamento se justifica quando o acesso imediato ao bem compensa o custo extra dos juros. Dessa maneira, o segredo está em alinhar a escolha ao momento de vida do comprador, e não apenas ao valor da parcela mensal.

Portanto, avaliar prazo, taxas e tempo de espera lado a lado é o que transforma uma decisão financeira em uma escolha consciente, evitando surpresas no meio do caminho e comprometendo menos a renda no longo prazo, seja qual for a modalidade escolhida no fim das contas.

 

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